Cinco tendências para Engenharia Civil em 2018

As tecnologias digitais estão cada vez mais presentes em nosso cotidiano e, se tratando da área de Engenharia, não poderia ser diferente. Além de tornar a concepção e a realização de projetos mais rápida, esse novo caminho apresenta resultados ainda mais eficazes.

Ficou curioso para conhecer essas tendências? Conversamos com o coordenador do curso de Engenharia Civil da FEAMIG, professor Cláudio Cançado, que nos contou o que está por vir em 2018.

1. BIM (Building Information Modeling ou Modelagem da Informação da Construção)

Esse conceito basicamente permite que, por meio de modelos em 3D, sejam tomadas decisões antes do início da obra. Assim, é possível visualizar de maneira tridimensional como o projeto ficará após concluído. Dessa forma, pode-se evitar eventuais problemas, como gastos excessivos e não previstos.

Outro benefício do BIM é que é possível reduzir o número de etapas de um projeto, vista a possibilidade de melhorar o gerenciamento de obra. Além disso, o BIM permite reunir em uma mesma ferramenta todas as informações como orçamento, cronograma da obra e planejamento financeiro. “Com o BIM é possível visualizar todo o processo de construção, desde os processos construtivos até a fase final de instalação”, argumenta Cláudio Cançado.

2. Método colaborativo

Para Cláudio, “um bom engenheiro precisa não só dos conhecimentos da sua área, é preciso também ter uma boa comunicação: é fundamental haver diálogo em um projeto de engenharia civil”. A boa notícia é que o mercado dá sinais de valorizar cada vez mais esse aspecto, investindo em meios de melhorar essa troca de informações.

O objetivo? Garantir agilidade e qualidade a partir da colaboração de todas as equipes envolvidas no projeto, desde o escritório até a obra. A consequência é ter um produto final muito melhor.

3. Construção Modular

Conhecida também como construção pré-fabricada, esse mercado tem ganhado muito espaço na Engenharia Civil. “Isso porque, apesar de o preço ser mais elevado, a economia de tempo é extremamente vantajosa”, explica o coordenador. É como costumam dizer: “tempo é dinheiro”.

O método consiste em uma solução industrializada, praticamente toda feita dentro da própria fábrica, e que tem uma montagem muito rápida. Para que o transporte da fábrica ao local da obra seja mais fácil, o material normalmente utilizado é o aço galvanizado (extremamente leve e resistente).

Esse modelo viabiliza que, enquanto o engenheiro está em outra obra, a empresa contratada prepare toda a estrutura necessária. Sem contar que neste modelo, a chance de custos imprevistos diminui consideravelmente, já que o planejamento é responsabilidade de quem provém o serviço de construção modular.

4. Construção sustentável

Pensar no impacto ecológico de uma obra não é mais uma questão de posicionamento. É uma preocupação fundamental. E isso demanda dos engenheiros uma busca constante por soluções mais sustentáveis. “As construtoras também utilizam a Sustentabilidade como forma de atrair novos clientes”, afirma Cançado.

Em 2018, diversos métodos sustentáveis devem se tornar mais comuns e baratos. Entre eles, materiais de construção reutilizados, concretos permeáveis que diminuem as ilhas de calor, energia renovável – especialmente a solar -, e formas de reaproveitamento de água das chuvas.

5. Drones

Segundo o professor Cláudio, esses robôs voadores, que recebem o nome de drones – zangão em inglês – pelo barulho que seu motor faz, “estarão mais presentes nos campos de obra daqui para frente, principalmente naqueles de difícil acesso, pois são os mais eficazes para realizar o mapeamento da obra”.

Além de prover uma visão completa de todo o terreno, para poder traçar melhor as suas estratégias na hora de montar um projeto, os drones potencializam a coleta de dados para um melhor gerenciamento. No entanto, eles devem ser associados a equipamentos de topografia para que haja uma maior precisão nos dados.

Os drones também podem ser utilizados para captar imagens térmicas, a fim de identificar pontos frios e quentes que possam apresentar riscos de incêndio; e ajudam na hora de divulgar o projeto, gerando fotografias e vídeos aéreos e de ângulos incomuns.

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